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Relatos de viagem: Tirana, Albânia

Com a queda do Muro de Berlim os países do leste europeu começaram a ser visitados por estrangeiros. Alguns tornaram-se destinos de viagem comuns, como é o caso da República Checa ou da Hungria, cujas capitais passaram a fazer parte das rotas turísticas comuns. Outros, como é o caso da Albânia, revelaram-se menos apetecíveis. Por mim, sempre tive curiosidade em conhecer este país, descrito em enciclopédias juvenis como sendo pequeno e pobre. Uma descrição limitada e que, como tive oportunidade de perceber recentemente, está longe de esgotar o que há a dizer sobre o assunto. A minha viagem não foi longa, mas permitiu-me conhecer a capital – Tirana – e algumas cidades próximas. O país é seguro, não apresentando dificuldades para viajantes solitários e mulheres. A única recomendação de segurança que me ocorre é que se devem evitar as viagens de comboio. Este meio de transporte perdeu relevo na Albânia nos últimos anos, pelo que é pouco utilizado gerando situação de isolamento com p…

Unskilled Worker

Foi através do Instagram que descobri a conta de Unskilled worker, artista envolto em algum mistério. Não sei se é homem ou mulher, qual a sua idade, cor, origem ou etnia. Diz-se na sua página que é autodidacta e que foi descoberto no Instagram por um fotógrafo conhecido. Essa descoberta já lhe valeu a divulgação, uma exposição e um contrato com a Gucci. Nada mal, não é? Num primeiro momento, as cores, a alegria e o optimismo remetem para o universo da pintura naive. Mas há também a diversidade cultural, com representações de pessoas muito distintas entre si, mas unidas nessa coisa única de ser humano. Cativa-me a energia e a serenidade de cada quadro, a lembrar que o mundo pode ser um local colorido, com espaço para todos. Podem ver e ler mais na página do artista, através deste link

O meu caminho para Kathmandu, Pedro Queirós

Há livros que nos tocam por nos recordarem que o ser humano é capaz de actos de generosidade e altruísmo. Este é um deles. Pedro Queirós, o autor, estava de férias no Nepal, quando o país foi sacudido por um violento terramoto. Incapaz de permanecer indiferente ao sofrimento dos nepaleses, Pedro Queirós desenvolveu um conjunto de iniciativas para os ajudar. Entre elas, uma caminhada de 1200 km com partida da Índia e chegada ao Nepal. Este é o relato dessa caminhada. Por entre estradas esquecidas, ao encontro de alguns perigos (como matilhas de cães), com o sofrimento físico decorrente de muitas horas a caminhar. Mas também com encontros felizes, estranhos que o ajudam e a alegria de cumprir um objectivo. Suponho que ao longo de tantos dias a caminhar, para mais sozinho, muitos pensamentos e estados de espírito assolaram Pedro Queirós. Mas não é isso que ele partilha connosco. Este livro parece ser um primeiro diário de viagem, que quase pode ser utilizado como guia para quem quiser faz…

Hoje acordei assim

Don McLean - Vincent ( Starry, Starry Night)

Por estes dias tenho ido pouco ao cinema. Mas achei que não podia perder A paixão de Van Gogh, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman. Parece que a crítica não tem sido entusiasta. Com todo o respeito, o que a crítica diz não me interessa. Acredito que já tenho idade para decidir por mim o que é bom. O filme tem uma técnica inovadora (é todo pintado à mão), ao estilo do pintor holandês. É interessante, mas talvez se torne um pouco cansativa em filmes muito grandes. Para este, funciona bem. A história decorre já após a morte de Van Gogh e é uma tentativa de perceber as circunstâncias que a rodearam. Nele surgem várias personagens dos seus quadros, o que não surpreende, pois Van Gogh pintou pessoas reais com quem convivia. É evidentemente uma homenagem ao génio incompreendido do pintor holandês e à capacidade que tinha de ver beleza nos detalhes que tantas vezes são oferecidos e passam despercebidos. 
        Para além da beleza pictórica do filme, o mesmo é também uma chamada de atenção par…

About last night

(é como disse Alfred Hitchcock, everybody enjoys a little murder, as long as their are not the corps)